ESTUDO DIRIGIDO – HISTÓRIA – 2° ANO – PRIMEIRO BIMESTRE (UNIDADE I)
Caro aluno, as questões abaixo são para orientar seus estudos para o primeiro teste. Nelas, você encontrará um direcionamento de onde encontrar as respostas, no seu livro ou no seu caderno. É obrigatório APENAS responder essas questões no caderno, pois irão compor a sua nota.
Unidade I – Tópico I – Reino Unido e Independência
1) Como era a situação do Brasil em 1808, antes da chegada da família real?
R: O Brasil era subordinado ao pacto colonial, com uma economia baseada na agricultura e no extrativismo, população majoritariamente rural e poucos centros urbanos desenvolvidos.
2) Qual foi o principal motivo para a fuga da Corte Portuguesa para o Brasil?
R: A fuga da Corte ocorreu devido às Guerras Napoleônicas e à ameaça de invasão francesa a Portugal, após o país se recusar a obedecer ao Bloqueio Continental imposto por Napoleão.
3) Quais foram as consequências imediatas da chegada da Corte ao Brasil?
R: A abertura dos portos brasileiros às nações amigas, a modernização da nova capital (Rio de Janeiro), e o aumento do prestígio do Brasil dentro da estrutura política portuguesa.
4) Por que foi criado o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1815?
R: Para elevar o Brasil à condição de parte integrante do Império Português e justificar a permanência da Corte no território brasileiro.
5) O que foi o Tratado de Comércio e Navegação de 1810 e por que ele favoreceu a Inglaterra?
R: Foi um acordo que concedia tarifas alfandegárias mais baixas para produtos ingleses, favorecendo os comerciantes da Inglaterra no Brasil.
6) Como a Revolução Liberal do Porto (1820) influenciou o processo de independência do Brasil?
R: A Revolução exigia o retorno de D. João VI a Portugal e o restabelecimento do Brasil como colônia. Isso gerou insatisfação entre a elite brasileira, que passou a defender a separação de Portugal.
7) Julgue a frase a seguir (V ou F) e justifique: (VESTIBULAR UNB – CEBRASPE – 2023) “A Independência do Brasil, ocorrida no contexto da era revolucionária, que pôs fim ao antigo regime e ao antigo sistema colonial, rompeu com as estruturas básicas do período colonial, a exemplo da monocultura exportadora, do latifúndio e da escravidão.”
R: Falso. O processo de independência brasileiro não rompeu com as estruturas sociais, políticas e econômicas que existiam durante o período colonial. A monocultura voltada para exportação, os latifúndios, o trabalho escravo e a manutenção dos privilégios da elite permaneceram como base da organização do Brasil após 1822.
Unidade I – Tópico II – Primeiro Reinado
8) Julgue a frase a seguir (V ou F) e justifique: “Após a sua independência, o Brasil foi prontamente reconhecido pelas principais potências internacionais como os Estados Unidos da América, a Inglaterra e Portugal, sem a necessidade de grandes concessões ou sacrifícios.”
R: Falso. Após a independência, o Brasil não foi imediatamente reconhecido pelas principais potências internacionais. O reconhecimento português foi conquistado mediante o pagamento de uma elevada indenização e o inglês através da renovação dos privilégios comerciais conquistados no início do século XIX.
9) Julgue a frase a seguir (V ou F) e justifique: “A Constituição da Mandioca, elaborada em 1823, representou um marco histórico ao propor limitações ao poder do imperador e ampliar a participação popular na política, o que levou D. Pedro I a anulá-la.”
R: Falso. Embora a tentativa de limitar o poder do imperador tenha sido um dos principais motivos para D. Pedro I dissolver a Assembleia Constituinte, a Constituição da Mandioca não previa a participação ampla da população na política.
10) Quais foram as principais características da Constituição de 1824?
R: A Constituição de 1824 foi outorgada por D. Pedro I e estabeleceu o Poder Moderador, definiu o catolicismo como religião oficial, instituiu o voto censitário e manteve a escravidão.
11) Quais foram as principais causas da abdicação de D. Pedro I em 1831?
R: A crise econômica e o aumento da dívida externa, a perda de apoio político, a crise sucessória em Portugal, o assassinato de Líbero Badaró, a Noite das Garrafadas e a derrota na Guerra da Cisplatina.
Unidade I – Tópico III – Período Regencial
12) Por que o Brasil adotou um governo regencial após a abdicação de D. Pedro I?
R: Porque D. Pedro II tinha apenas cinco anos e era considerado incapaz de governar, sendo criado um Conselho de Regentes para administrar o país até sua maioridade.
13) Quais foram as quatro fases do Período Regencial e suas principais características?
R:
- Regência Trina Provisória (1831): governo temporário para organizar a eleição de uma regência permanente.
- Regência Trina Permanente (1831-1834): governo liberal, criação da Guarda Nacional e maior autonomia para as elites locais.
- Regência Una do Padre Feijó (1834-1837): postura moderada, assinatura do Ato Adicional, auge das revoltas e instabilidade política.
- Regência Una de Araújo Lima (1837-1840): chamada de “Regresso Conservador”, marginalização dos liberais da política.
14) Organize um quadro comparativo das principais revoltas do Período Regencial, indicando para cada uma: período/duração, local, objetivos/motivações, grupos participantes e liderança (da elite ou popular).
R:
- Cabanagem (1835-1840) – Pará – Revolta popular contra a exploração e a miséria – Populares, indígenas e escravizados – Popular.
- Revolução Farroupilha (1835-1845) – Rio Grande do Sul – Defesa da economia local e maior autonomia – Estancieiros e elite regional – Elite.
- Revolta dos Malês (1835) – Bahia – Levante de escravos muçulmanos contra a escravidão, os castigos físicos e a opressão religiosa – popular.
- Balaiada (1838-1841) – Maranhão – Reação contra a opressão das elites e do governo – Sertanejos, escravizados e vaqueiros – Popular.
- Sabinada (1837-1838) – Bahia – Separatismo temporário até a maioridade de D. Pedro II – Classes médias urbanas e militares – Elite.
15) Quais foram as principais causas do Golpe da Maioridade e qual foi seu resultado?
R: O Golpe da Maioridade ocorreu porque os liberais queriam recuperar influência política e buscavam estabilizar o país. Com isso, D. Pedro II foi declarado maior de idade aos 14 anos e coroado imperador.
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